Etiqueta social em viagens, misturando-se à população!

Hoje vou falar sobre um tema que é um pouco delicado, a intenção não é ofender muito menos ditar regras. O que quero mostrar é que cada cultura é diferente, e por consequência as regras de etiqueta mudam de lugar para lugar!

Também não quero me ater à questão de como usar talheres, ou comer com a mão, ou então andar ao lado ou à frente de alguém! Vamos ver o conceito que eu costumo chamar de “misturar-se à população”!

Já deixei bem claro aqui a minha paixão por conhecer o dia a dia dos moradores do local que eu visito! Conhecer seus hábitos, seus costumes, sua comida, enfim, tudo o que se refere à cultura de um país!

Mas, nem tudo são flores quando o assunto é misturar-se à população! Muitas vezes nos deparamos com costumes completamente diferentes dos nossos, com regras sociais que podem ser consideradas incabíveis para nós. Como lidar com tudo isso?

A regra fundamental que eu procuro seguir nesse caso é o Respeito! Parece óbvio até falar em respeito numa situação dessas, porém, às vezes é mais confortável criticar os hábitos alheios do que procurar entender.

Adeque-se aos hábitos deles, mesmo que seja estranho pra você! Se todos ali fazem e não morreram, não será você que morrerá se fizer algumas vezes! Imagine que você está à mesa e alguém começar a comer um bife com a mão, não se faça de rogado, agarre seu bife e coma junto! Não, nunca vi isso, é apenas um exemplo fictício!

Estabelecido o respeito pelos hábitos, chega a hora de procurar entender o porque das coisas. Procure enxergar com outros olhos, analisar o contexto histórico envolvido naquela cultura, e o melhor de tudo, conversar com as pessoas, questioná-las!

Não é feio, muito menos deselegante demonstrar seu interessa na história de um povo! As pessoas adoram contar seus causos e contos que são passados de geração a geração! Imagine um turista extrangeiro vindo lhe perguntar “de onde surgiu a feijoada? Por que tem pé de porco ali dentro?”, seguramente você iria deliciar-se contando a história dos escravos que aproveitavam os restos das caças de seus senhores para dar uma engrossada no caldo do feijão! Já pensou nisso?

Pergunte a um argentino a história das “Madres de la Plaza de Mayo”, ou então a um americano a história da sua independência, quem sabe a um veneziense sobre como a cidade cresceu em meio aos canais! Seguramente você ouvirá uma história encantadora e apaixonante, que lhe fará aproveitar ainda mais a sua viagem!

Misturar-se à população está acima de tudo isso, é claro! Trata de, por alguns dias, durante a sua viagem, procurar viver como um local do destino visitado! Seja comendo nos restaurantes habituais, seja indo a peças de teatro fora do circuito tradicional, ou então tomar um café naquele botequim que você viu lotado sem entender o porque de tanta gente em um lugar tão simples!

Acredito piamente que experiências assim são o que fazem a pena viajar! Arrisque, pergunte, experimente! Você não irá se arrepender!

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1 Comentário

  1. Na índia, pelo que eu saiba, come-se com a mão. Mas não bife, obviamente.

    É esse o espírito! Viajar pra viver aquela experiência, e não ter mais do mesmo, como quem vai apenas pra fazer compras.

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